A 50ª Promotoria de Justiça de Mato Grosso do Sul realizou a entrega de 150 aparelhos celulares a estudantes de escolas públicas do município de Nioaque, em mais uma etapa do Projeto Transforme. A ação é voltada ao fortalecimento da inclusão digital e à garantia do direito à educação.
Idealizadora do projeto, a Promotora de Justiça Jiskia Sandri Trentin explica que os aparelhos foram recuperados e doados pela Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (Gisp/Agepen), com autorização judicial.
Ela destaca, ainda, que todos os smartphones passaram por formatação completa e configuração inicial, realizada por estudantes do Programa de Educação Tutorial (PET) do curso de Ciência da Computação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
A destinação foi definida a partir de solicitações oficiais da Câmara Municipal de Nioaque, contemplando:
70 alunos do 6º ao 9º ano da Escola Municipal Noé Nogueira, atendidos pelo Projeto de Atendimento Nioaque;
80 alunos do ensino fundamental e médio em período integral da Escola Estadual Uirapuru, localizada na zona rural.
Projeto “Transforme”
A iniciativa é uma parceria institucional entre o MPMS, a Agepen e universidades públicas e privadas. Criado em 2021, o projeto “Transforme” foi inspirado no projeto “Alquimia II”, do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), e consiste na doação de celulares apreendidos em unidades prisionais a alunos das redes municipal e estadual de ensino.
Os aparelhos, disponibilizados pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (Agepen), são devidamente restaurados, formatados e higienizados por acadêmicos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB).
Desde sua criação, o “Transforme” já realizou a entrega de mais de 1,3 mil aparelhos, principalmente para crianças de comunidades indígenas e da zona rural. O projeto visa reaproveitar celulares apreendidos em “pentes-finos” realizados nas unidades prisionais de Mato Grosso do Sul, onde seu uso é proibido, e que, até então, eram destinados à destruição.
Os aparelhos são separados na sede da Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário (GISP/Agepen) e encaminhados para a devida formatação por universitários. Somente após todo o processo, os equipamentos são entregues aos alunos da rede.
Texto: Danielle Valentim
Revisão: Fabrício Judson
Fotos: Decom