O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), divulgou nesta terça-feira (11) o balanço da Operação Blindagem, deflagrada no dia 7 de novembro com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa que comandava o tráfico de drogas a partir de presídios sul-mato-grossenses.

A ação resultou na apreensão de R$ 227 mil em espécie e U$ 138 dólares, valores que evidenciam a expressiva capacidade financeira da organização criminosa investigada. Além disso, foram cumpridos dezenas de mandados judiciais nos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Santa Catarina, o que culminou na prisão de 30 pessoas envolvidas diretamente com o esquema de tráfico de drogas e outras atividades ilícitas.

Durante a operação, os agentes apreenderam seis armas de fogo, incluindo pistolas, revólveres e uma espingarda, além de 87 munições de diversos calibres. Um dos revólveres calibre 38 e um veículo também apreendido eram produtos de furto.

As investigações, que duraram cerca de 25 meses, revelaram que a facção criminosa operava em pelo menos 12 cidades de Mato Grosso do Sul e em outros oito estados brasileiros. O grupo utilizava métodos sofisticados para o transporte de drogas, como caminhões com fundo falso, remessas via Correios e veículos de passeio e vans com passageiros.

A liderança da organização, mesmo encarcerada, mantinha o controle das operações por meio de celulares e acesso privilegiado a informações sigilosas, obtidas com o auxílio de servidores públicos cooptados. O nome da operação, “Blindagem”, faz referência à proteção que os líderes da facção recebiam dentro do sistema prisional, incluindo a transferência de inimigos para outras unidades e o acesso a dados restritos.

A ação contou com o apoio de diversas forças de segurança, como o Batalhão de Choque, Batalhão de Operações Policiais Especiais, Força Tática, Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Polícia Civil de São Paulo, Gaeco e PM de Santa Catarina, além do acompanhamento da OAB/MS.

Texto: Maurício Aguiar
Foto: Decom/MPMS
Revisão: Rejane Sena