Dando continuidade às visitas institucionais do curso de formação, os novos Promotores de Justiça Substitutos do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) visitaram, nesta quarta-feira (19), o abrigo Casa da Criança Peniel, em Campo Grande. A atividade faz parte do processo de capacitação dos novos membros do MPMS, promovido pela Escola Superior (ESMP-MS), e tem como objetivo integrá-los ao trabalho do Ministério Público em diferentes esferas da sociedade.

Acompanhados pelos Promotores de Justiça Nicolau Bacarji Júnior, responsável pela 33ª Promotoria de Justiça, e Oscar de Almeida Bessa Filho, da 46ª Promotoria de Justiça, a visita teve como finalidade apresentar o trabalho da rede de proteção e acolhimento de crianças e adolescentes em situação de violação de direitos, bem como aproximar os novos Promotores de Justiça Substitutos da atuação do MPMS relativa à infância e juventude.

Na ocasião, os Promotores de Justiça Substitutos tiveram a oportunidade de conhecer de forma aprofundada a estrutura física da casa de acolhimento, dialogar com a equipe técnica e os educadores responsáveis pelo cuidado diário das crianças, e compreender os principais desafios enfrentados pela instituição, como limitações financeiras, dificuldades de recursos humanos e entraves no funcionamento da rede de proteção. Os novos membros puderam ainda interagir diretamente com as crianças acolhidas, observando de perto a rotina e a dinâmica da instituição.

A visita foi encerrada no Colégio de Procuradores do MPMS, onde os Promotores de Justiça Oscar de Almeida Bessa Filho e Nicolau Bacarji Júnior apresentaram uma exposição sobre a atuação do Ministério Público na área da infância e juventude. O diálogo enfatizou a importância das visitas técnicas, do relacionamento qualificado com gestores e equipes, da construção negociada de soluções e do papel do MP como indutor de políticas públicas — e não apenas como judicializador de demandas.

Casa da Criança Peniel

A Casa da Criança Peniel, fundada em 1993, é uma organização não governamental e foi uma das instituições pioneiras no acolhimento institucional de crianças e adolescentes vítimas de violação de direitos em Campo Grande. Já recebeu até 80 crianças e jovens simultaneamente. Hoje, mantém 24 acolhidos de zero a 12 anos distribuídos em duas unidades, com previsão de construção de uma terceira casa para ampliar a capacidade de atendimento.

Texto: Maurício Aguiar
Foto: Decom/MPMS