O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) está apurando a omissão da Prefeitura de Inocência no controle populacional e sanitário de animais abandonados. A investigação foca na falta de políticas públicas para o manejo de cães e gatos, agravada pelo aumento de doenças como leishmaniose e cinomose, que colocam em risco a saúde da população local.

A apuração revela que o município não possui centro de zoonoses, abrigo público ou convênios para atendimento veterinário.

Atualmente, o resgate de mais de 200 animais é mantido de forma precária por uma organização não governamental, que sobrevive apenas de doações voluntárias.

Além da situação atual constatada, a Promotoria de Justiça que abriu a apuração alerta para o impacto da expansão urbana decorrente da nova fábrica de celulose em implantação na cidade, que pode elevar o número de animais de rua sem a devida assistência estatal, assim como aumentará a população humana exposta a riscos.

Embora o Executivo Municipal tenha anunciado a contratação de médico-veterinário e a adesão a programas de castração do Estado, o MPMS considerou as respostas insuficientes.

Novas requisições foram feitas para garantir que a prefeitura cumpra suas obrigações constitucionais. Caso as medidas imediatas de acolhimento, vacinação e controle não sejam efetivadas, a Promotoria de Justiça poderá adotar medidas judiciais para assegurar a saúde pública e o bem-estar animal na região.
 

Texto: Marta Ferreira de Jesus
Revisão: Anderson Barbosa
Foto: Decom/MPMS
Número dos autos no MPMS: 06.2026.00000032‑1