O evento “Entre prazos e pessoas: como cultivar a saúde mental no ambiente de trabalho” marcou o início das atividades letivas de 2026, em uma iniciativa conjunta da Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (ESMP/MS) e da Comissão a Situações de Riscos à Saúde Mental e Qualidade de Vida no Trabalho da instituição.
Neste mês em que o país reflete sobre o Janeiro Branco, movimento dedicado à conscientização sobre o cuidado emocional, o MPMS promoveu uma capacitação voltada a fortalecer uma cultura institucional mais humana, acolhedora e atenta às necessidades de quem faz o Ministério Público acontecer.
Em um cenário profissional marcado por prazos intensos e múltiplas demandas, falar sobre saúde mental deixa de ser apenas necessário: torna-se urgente, pois cuidar das pessoas é cuidar da própria instituição.
O Promotor de Justiça e diretor da ESMP/MS, Fabio Ianni Goldfinger, destacou a relevância do tema escolhido e lembrou que a saúde mental não é periférica, mas parte essencial da eficiência, da ética e da qualidade do trabalho. Ele anunciou ainda a parceria com a Escola do Ministério Público do Rio de Janeiro para oferecer cinco cursos voltados à saúde mental, abordando prevenção de riscos psicossociais, saúde mental do trabalhador, promoção da saúde mental nos MPs, contribuição da liderança e ambientes de trabalho saudáveis.
Também compondo a mesa, a Procuradora-Geral Adjunta de Justiça Administrativa, Nilza Gomes da Silva, reforçou que “um dos principais desafios do nosso tempo é preservar e cultivar a saúde mental. Que este início de ano letivo seja um sinal de reflexão e preparo para enfrentarmos juntos os desafios, com mente e coração abertos”.
Já a Procuradora-Geral Adjunta de Justiça e presidente da Comissão, Camila Augusta Calarge Doreto, agradeceu o apoio da ESMP/MS e dos colegas ressaltando o trabalho dedicado dos integrantes da Comissão desde sua criação. Ela destacou a importância do Janeiro Branco e lembrou que cuidar da mente é sinal de responsabilidade e coragem. Ainda, anunciou duas conquistas: a contratação da empresa Vittude, que realizará diagnóstico institucional, cursos especializados e sessões de psicologia, e o lançamento do projeto Refúgio Literário, uma biblioteca colaborativa em todos os prédios do MPMS, incentivando leitura e bem-estar.
A convidada Lívia Baylão, advogada e psicóloga, ressaltou que saúde mental não é uma receita pronta, mas um processo contínuo de autoconhecimento e responsabilidade pessoal. Durante sua apresentação mostrou o conceito de Justiça Psi, que integra razão e emoção, e destacou que reclamar ou culpar os outros é “anti saúde mental”. Lembrou ainda da importância de reconhecer tanto virtudes quanto sombras, e que ferramentas como psicoterapia e meditação ajudam a fortalecer esse processo, tornando as pessoas mais inteiras e capazes de contribuir para ambientes de trabalho saudáveis.
O evento, que teve como público-alvo membros, servidores, residentes, estagiários e terceirizados, também foi aberto para perguntas.
Texto: Karla Tatiane
Fotos: Decom / MPMS
Revisão: Frederico Silva