SEPLANGE Secretaria de Planejamento e Gestão
Uma Pergunta que Mudou a História: A Origem do Planejamento Estratégico no MPMS.
A trajetória de planejamento institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul teve início em 2009, quando membros e servidores se reuniram no Pavilhão Albano Franco para um grande encontro. Na ocasião, a consultoria responsável pelo processo lançou a pergunta que norteou toda a refl exão: “Como será o MPMS no ano de 2025?”
Essa provocação desencadeou uma mudança de mentalidade: o MPMS passou a pensar o futuro de forma estruturada e de longo prazo. Como resultado, iniciou-se a construção do primeiro Plano Estratégico Institucional (PEI), lançado em maio de 2010, com vigência até 2025. Pela primeira vez, a instituição adotou
uma visão estratégica alinhada à sua missão constitucional.
A metodologia escolhida — Balanced Scorecard (BSC) — permitiu traduzir a estratégia em objetivos, metas e indicadores. Como consequência direta, foi elaborado o primeiro Mapa Estratégico Institucional, peça fundamental da nova cultura gerencial, que organizava a estratégia em perspectivas e tornava visível a lógica de criação de valor para a sociedade.
Nos primeiros anos (2010–2013), o MPMS viveu um período de aprendizagem. O desafi o não era apenas possuir um plano, mas incorporá-lo às rotinas, decisões e práticas administrativas. Ajustes de indicadores, implementação de ciclos PDCA, ofi cinas de alinhamento e debates internos contribuíram para sedimentar a cultura estratégica.
O amadurecimento dessa fase evidenciou a necessidade de uma estrutura permanente dedicada ao tema. Em 2014, o MPMS deu um passo decisivo: criou a Secretaria de Planejamento e Gestão Estratégica (SEPLANGE), órgão responsável por coordenar o PEI, monitorar resultados, produzir análises, apoiar o planejamento anual e integrar ações setoriais. A criação da SEPLANGE representou a profi ssionalização da gestão estratégica e marcou o fi m da fase experimental. Além disso, foram realizados estudos relevantes, como o projeto Gestão por Competências, que avaliou as habilidades, conhecimentos e atitudes necessários ao desenvolvimento institucional.
Estruturar para executar: com nova governança e metodologias, o MPMS transformou estratégia em prática e expandiu o planejamento para toda a instituição.
A criação da Secretaria de Planejamento e Gestão Estratégica (SEPLANGE) marcou uma mudança signifi cativa: o planejamento deixou de ser apenas um documento formal e passou a integrar as rotinas institucionais. Nesse contexto, o MPMS avançou na implementação da Gestão por Processos, com mapeamento
e redesenho das atividades administrativas, identificação de pontos críticos, padronização e melhoria contínua dos fluxos. Essas ações reduziram
gargalos e tornaram a administração mais eficiente.
A instituição também passou a investir em diagnósticos internos mais robustos. Iniciou-se o projeto de Gestão por Competências, que definiu capacidades essenciais e possibilitou alinhar o desenvolvimento profi ssional às prioridades estratégicas, com ênfase na valorização das pessoas, complementando os avanços processuais e criando um ambiente propício ao desenvolvimento institucional.
O período foi igualmente marcado pela consolidação do Plano Geral de Atuação (PGA), que conectou a estratégia à atuação finalística, aproximando membros e servidores dos objetivos do Plano Estratégico Institucional (PEI). A execução deixou de ser dissociada do planejamento e passou a ser monitorada por
instrumentos e rotinas específicas.
Entre 2017 e 2018, o planejamento evoluiu com a criação dos Planos Estratégicos Setoriais (PES) de Tecnologia da Informação, Administração,
Comunicação e Gestão de Pessoas. Esses planos desdobraram a estratégia
para as áreas-meio e culminaram na elaboração dos Mapas Estratégicos da Área-Meio, movimento pioneiro entre Ministérios Públicos brasileiros, que reconheceu a centralidade da gestão administrativa para o alcance dos objetivos institucionais.
Em 2018, esse amadurecimento institucional foi reconhecido pelo Prêmio
Qualidade da Gestão MS, resultado da adesão ao Modelo de Excelência em Gestão (MEG). No mesmo ano, foi criado o Comitê de Gestão Estratégica, instância de governança que passou a reunir representantes de diversas áreas para deliberar sobre diretrizes, prioridades e monitoramento. Essas estruturas
fortaleceram a tomada de decisão e a responsabilidade institucional Essas estruturas fortaleceram a tomada de decisão e a responsabilidade institucional.
Com novo mapa e governança consolidada, o MPMS acelerou a execução orientada por resultados e avançou em uma profunda transformação digital.
Em 2019, foi realizada a revisão geral do Plano Estratégico Institucional (PEI), processo que atualizou objetivos e metas e formulou o novo Mapa Estratégico Institucional. Essa revisão adequou a estratégia às mudanças sociais e tecnológicas em curso, instituiu os Planos Diretores para o nível tático e consolidou a arquitetura de planejamento em três níveis — estratégico, tático e operacional — garantindo maior coerência e capacidade de monitoramento.
A década de 2020 trouxe uma verdadeira virada cultural. Com o novo Mapa Estratégico consolidado, o MPMS buscou métodos de execução mais ágeis e contemporâneos. Em 2020, a instituição adotou a metodologia OKR (Objectives and Key Results), amplamente utilizada por organizações inovadoras em todo o
mundo. Os OKRs trouxeram foco em prioridades, ciclos curtos de companhamento, maior transparência e metas mensuráveis, incorporando dinamismo à execução institucional.
A adoção dos OKRs integrou-se ao Plano Geral de Atuação (PGA) e aos Planos Setoriais, reforçando o alinhamento entre estratégia e operação e promovendo uma cultura de entrega e responsabilidade por resultados. O acompanhamento passou a ser mais frequente e orientado por evidências, com definição clara de resultados-chave a serem alcançados em períodos determinados.
Paralelamente, o MPMS promoveu uma ampla transformação digital. Entre 2020 e 2025, foram implementadas ações como:
♦ Digitalização integral dos processos, com eliminação de documentos físicos;
♦ Adoção de soluções em nuvem para armazenamento e integração de dados;
♦ Implementação de automações corporativas para rotinas repetitivas;
♦ Uso crescente de inteligência artifi cial, robôs e drones em atividades de apoio e investigação;
♦ Integração tecnológica entre áreas, com bases de dados e sistemas interligados.
Essas mudanças transformaram práticas administrativas e finalísticas, elevaram a eficiência, reduziram entraves burocráticos e permitiram ao MPMS uma atuação mais proativa e orientada por dados. A cultura de resultados consolidou-se não apenas por meio de métodos (OKR, PGA), mas também pelo uso de tecnologia
e governança, que tornaram o monitoramento e a correção de rumos mais ágeis.