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SEPLANGE Secretaria de Planejamento e Gestão

15 ANOS DE HISTÓRIA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO: DA CONSTRUÇÃO À TRANSFORMAÇÃO

A Construção da Cultura de Planejamento (2009–2014)

 

Uma Pergunta que Mudou a História: A Origem do Planejamento Estratégico no MPMS.​

 

A trajetória de planejamento institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul teve início em 2009, quando membros e servidores se reuniram no Pavilhão Albano Franco para um grande encontro. Na ocasião, a consultoria responsável pelo processo lançou a pergunta que norteou toda a refl exão: “Como será o MPMS no ano de 2025?”

Essa provocação desencadeou uma mudança de mentalidade: o MPMS passou a pensar o futuro de forma estruturada e de longo prazo. Como resultado, iniciou-se a construção do primeiro Plano Estratégico Institucional (PEI), lançado em maio de 2010, com vigência até 2025. Pela primeira vez, a instituição adotou
uma visão estratégica alinhada à sua missão constitucional.

A metodologia escolhida — Balanced Scorecard (BSC) — permitiu traduzir a estratégia em objetivos, metas e indicadores. Como consequência direta, foi elaborado o primeiro Mapa Estratégico Institucional, peça fundamental da nova cultura gerencial, que organizava a estratégia em perspectivas e tornava visível a lógica de criação de valor para a sociedade.

Nos primeiros anos (2010–2013), o MPMS viveu um período de aprendizagem. O desafi o não era apenas possuir um plano, mas incorporá-lo às rotinas, decisões e práticas administrativas. Ajustes de indicadores, implementação de ciclos PDCA, ofi cinas de alinhamento e debates internos contribuíram para sedimentar a cultura estratégica.

O amadurecimento dessa fase evidenciou a necessidade de uma estrutura permanente dedicada ao tema. Em 2014, o MPMS deu um passo decisivo: criou a Secretaria de Planejamento e Gestão Estratégica (SEPLANGE), órgão responsável por coordenar o PEI, monitorar resultados, produzir análises, apoiar o planejamento anual e integrar ações setoriais. A criação da SEPLANGE representou a profi ssionalização da gestão estratégica e marcou o fi m da fase experimental. Além disso, foram realizados estudos relevantes, como o projeto Gestão por Competências, que avaliou as habilidades, conhecimentos e atitudes necessários ao desenvolvimento institucional.

 

O Avanço da Gestão Estratégica e o Fortalecimento Institucional (2014–2019)

 

Estruturar para executar: com nova governança e metodologias, o MPMS transformou estratégia em prática e expandiu o planejamento para toda a instituição.

 

A criação da Secretaria de Planejamento e Gestão Estratégica (SEPLANGE) marcou uma mudança signifi cativa: o planejamento deixou de ser apenas um documento formal e passou a integrar as rotinas institucionais. Nesse contexto, o MPMS avançou na implementação da Gestão por Processos, com mapeamento
e redesenho das atividades administrativas, identificação de pontos críticos, padronização e melhoria contínua dos fluxos. Essas ações reduziram
gargalos e tornaram a administração mais eficiente.

A instituição também passou a investir em diagnósticos internos mais robustos. Iniciou-se o projeto de Gestão por Competências, que definiu capacidades essenciais e possibilitou alinhar o desenvolvimento profi ssional às prioridades estratégicas, com ênfase na valorização das pessoas, complementando os  avanços processuais e criando um ambiente propício ao desenvolvimento institucional.

O período foi igualmente marcado pela consolidação do Plano Geral de Atuação (PGA), que conectou a estratégia à atuação finalística, aproximando membros e servidores dos objetivos do Plano Estratégico Institucional (PEI). A execução deixou de ser dissociada do planejamento e passou a ser monitorada por
instrumentos e rotinas específicas.

Entre 2017 e 2018, o planejamento evoluiu com a criação dos Planos Estratégicos Setoriais (PES) de Tecnologia da Informação, Administração,
Comunicação e Gestão de Pessoas. Esses planos desdobraram a estratégia
para as áreas-meio e culminaram na elaboração dos Mapas Estratégicos da Área-Meio, movimento pioneiro entre Ministérios Públicos brasileiros, que reconheceu a centralidade da gestão administrativa para o alcance dos objetivos institucionais.

Em 2018, esse amadurecimento institucional foi reconhecido pelo Prêmio
Qualidade da Gestão MS
, resultado da adesão ao Modelo de Excelência em Gestão (MEG). No mesmo ano, foi criado o Comitê de Gestão Estratégica, instância de governança que passou a reunir representantes de diversas áreas para deliberar sobre diretrizes, prioridades e monitoramento. Essas estruturas
fortaleceram a tomada de decisão e a responsabilidade institucional Essas estruturas fortaleceram a tomada de decisão e a responsabilidade institucional.

 

Modernização, Digitalização e a Cultura de Resultados (2020–2025)

 

Com novo mapa e governança consolidada, o MPMS acelerou a execução orientada por resultados e avançou em uma profunda transformação digital.

 

Em 2019, foi realizada a revisão geral do Plano Estratégico Institucional (PEI), processo que atualizou objetivos e metas e formulou o novo Mapa Estratégico Institucional. Essa revisão adequou a estratégia às mudanças sociais e tecnológicas em curso, instituiu os Planos Diretores para o nível tático e consolidou a arquitetura de planejamento em três níveis — estratégico, tático e operacional — garantindo maior coerência e capacidade de monitoramento.

A década de 2020 trouxe uma verdadeira virada cultural. Com o novo Mapa Estratégico consolidado, o MPMS buscou métodos de execução mais ágeis e contemporâneos. Em 2020, a instituição adotou a metodologia OKR (Objectives and Key Results), amplamente utilizada por organizações inovadoras em todo o
mundo. Os OKRs trouxeram foco em prioridades, ciclos curtos de  companhamento, maior transparência e metas mensuráveis, incorporando dinamismo à execução institucional.

A adoção dos OKRs integrou-se ao Plano Geral de Atuação (PGA) e aos Planos Setoriais, reforçando o alinhamento entre estratégia e operação e promovendo uma cultura de entrega e responsabilidade por resultados. O acompanhamento passou a ser mais frequente e orientado por evidências, com definição clara de resultados-chave a serem alcançados em períodos determinados.

Paralelamente, o MPMS promoveu uma ampla transformação digital. Entre 2020 e 2025, foram implementadas ações como:

♦ Digitalização integral dos processos, com eliminação de documentos físicos;

♦ Adoção de soluções em nuvem para armazenamento e integração de dados;

♦ Implementação de automações corporativas para rotinas repetitivas;

♦ Uso crescente de inteligência artifi cial, robôs e drones em atividades de apoio e investigação;

♦ Integração tecnológica entre áreas, com bases de dados e sistemas interligados.

Essas mudanças transformaram práticas administrativas e finalísticas, elevaram a eficiência, reduziram entraves burocráticos e permitiram ao MPMS uma atuação mais proativa e orientada por dados. A cultura de resultados consolidou-se não apenas por meio de métodos (OKR, PGA), mas também pelo uso de tecnologia
e governança, que tornaram o monitoramento e a correção de rumos mais ágeis.